LENDAS MACUXIS

Lendas indígenas desvendam Roraima

Tamba Tajá

Um casal de índios muito apaixonado vivia feliz na tribo Macuxi, mas um dia, a bela índia adoeceu e ficou paralítica. O índio teceu uma tipoia e amarrou a amada nas costas, levava-a para todos os lugares. Certo dia, a esposa morreu e o índio enterrou-se junto com a amada na beira de um igarapé. Algumas luas se passaram e no lugar do enterro nasceu à planta Tampa Tajá. 

Mimirã
A lenda conta que mimirã é um fantasma ancestral renegado pela etnia Macuxi que foi expulso da tribo, pois atormentava todos os indígenas com a loucura. De aparência muito feia, aterroriza pessoas que trabalham em locais fechados, devido ter sido criado em ambientes isolados. Mimirã é uma criatura magra, muito branca e desengonçada. 
Cruviana
A lenda da Cruviana explica o frescor das madrugadas roraimenses. Durante todas as noites, a linda deusa do vento se transforma em brisa e seduz os forasteiros durante o sono. Na manhã do dia seguinte, os viajantes acordam encantados e apaixonados pela terra de Makunaima, de onde nunca mais vão embora.
Tepequém
Diz à lenda que durante muito tempo, um vulcão existia em Tepequém e causava grandes estragos aos indígenas que moravam na região. Depois de muitas tragédias, os pajés entregaram três lindas virgens ao deus do fogo e em seguida, as larvas pararam de jorrar e diamantes saiam do vulcão. Há quem diga que as três serras que formam Tepequém são as índias virgens sacrificadas.

Makunaima
Um belo dia Makunaima constatou que o seu território tinha sido invadido. Muito zangado, convocou os guerreiros e partiram para a batalha. O poderoso índio expulsou todos os invasores, mas ficou muito ferido e subiu para o Monte Roraima, onde dorme profundamente. Quando o guerreiro acordar e não gostar do que presenciar no seu reino, todos os súditos sentirão o peso da ira de Makunaima. 
Canaimé
Canaimé é um ser muito temido pelos índios de Roraima e ataca quem faz mal para a natureza. Canaimé não possui cabeça, tem olhos na barriga e fica invisível para atormentar os inimigos que invadem o seu território. Canaimé habita na montanha Tupuy juntamente com espíritos do mal, animais gigantes, como cobra grande e o grande deus do mal, Makunaima. 

Terra oca


De acordo com os Macuxis em suas lendas, eles são os descendentes dos filhos do Sol, o criador do Fogo e da doença e os protetores do “interior da Terra.”A s suas lendas falam de uma entrada na Terra. Até ao ano de 1907, os Macuxies entrariam em algum tipo de caverna, e viajavam de 13 a 15 dias até que chegassem ao interior. Seria ali, “no outro lado do mundo, no interior da Terra” o lugar onde os gigantes vivam, criaturas que têm cerca de 3-4 metros de altura, esses gigantes tinham a tarefa de proteger a entrada, impedindo estranhos de entrarem na “Terra oca.” Lendas do povo Macuxi afirmam que aqueles que se aventuravam no percurso da caverna misteriosa, viajavam durante três dias, descendo apenas escadas gigantes, medindo cerca de 1 metro cada degrau. Após o terceiro dia, eles deixariam para trás as suas tochas, e continuavam a sua jornada iluminados por luzes que já estavam presentes nas cavernas. Lanternas gigantes, do tamanho de uma melancia a brilhar como o sol. Depois de 4 a 5 dias de viagem, aqueles dentro da caverna iriam perder peso e massa corporal, o que lhes permitira mover muito mais rápido. As lendas do povo Macuxi afirmam que após 5 dias de viagem, eles iriam deparar-se sobre enormes cavernas cujos limites não podiam ser visto, e numa das câmaras do sistema de cavernas, há quatro objetos semelhantes ao sol, que eram impossíveis olhar, cujo propósito é desconhecido para o povo Macuxi. No interior da Terra, existem lugares onde as árvores com alimentos são capazes de crescer. Os Macuxi dizem que frutas como mangas, bananas e algumas plantas menores podem ser encontradas após 6-7 dias de viagem. Quanto mais o povo Macuxi se aventurava para o interior da Terra, maior eram as áreas com vegetação. Mas nem todas as áreas eram verdes e prósperas. O povo Macuxi diz que alguns lugares são extremamente perigosos e devem ser evitados, como aqueles com pedras e riachos de ebulição.
As tradições orais dos Macuxi continuam e dizem que depois de passar estas câmaras gigantes, tendo passado metade da viagem, eles precisavam de se mover com cuidado uma vez que o misterioso “ar” podia pôr as pessoas a “voar ou flutuar”. Continuando a sua jornada, eles iriam chegar a um lugar no interior da Terra, onde os gigantes viveram. Lá, os exploradores Macuxi iriam comer a comida dos gigantes, onde cresciam maçãs do tamanho de cabeças humanas, uvas do tamanho de um punho humano, e peixes gigantes e deliciosos eram capturados pelos gigantes e dados aos Macuxi como presentes. Após de se abastecerem com comida oferecida pelos gigantes, os exploradores Macuxi voltavam “para casa”, para o mundo “exterior”, ajudados pelos gigantes do mundo interior. Diz-se que os Macuxi são os “guardiões” do submundo, os protetores da entrada para o interior da Terra, e as suas lendas falam de uma terra, no interior da terra, que está cheia de poderes e riquezas incríveis. Para os Macuxi, a sua “lenda” era real, e eles eram os protetores da entrada até que exploradores britânicos foram para a Amazónia em busca de ouro e diamantes, e aventuraram-se nas cavernas, e nunca mais foram vistos. Desde essa altura que os Macuxi dizem que foram punidos pelos gigantes por não cumprir os seus deveres e as “lendas” dos gigantes desapareceram com os anos.
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